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cada dia mais eu vejo que não tem como defender esse discurso de "precisa separar a pessoa da obra", referindo-se a homem escroto no meio audiovisual (seja diretor, ator ou qualquer outra função)

recentemente eu tive que lidar com um ator que deixou todas as mulheres do set desconfortáveis, inclusive eu, com olhares e atitudes que nos colocaram em posições inferiores ou objetificadas. eu jamais apoiaria um filme sabendo que mulheres passaram por situações parecidas durante a gravação.

sem contar que, entre as pessoas que eu conheço e sei que já tiveram atitudes relacionadas a machismo, eu consigo enxergar esse olhar sobre as mulheres retratadas nos filmes deles.

e como o meio audiovisual é podre, a chance dessas pessoas serem as bem-sucedidas é grande. porque elas têm contatos, porque tem espectador e realizador que releva e passa pano, porque tem gente que não sabe do que tá rolando e não consegue reconhecer essa narrativa dentro do filme.

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então assim, vamo consumir conteúdo sabendo quem tá por trás das câmeras e apoiar uma galera massa que tá se ralando pra trazer questões importantes e relevantes. faz diferença sim.

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