Não estou vendo nenhum apoio sindical para as manifestações de dia 30.
Não vamos poder gritar a palavra de ordem "unificou estudante e trabalhador"...

O calvinismo usa este truque para conciliar predestinação e necessidade de uma vida ética, ao apontar os "sinais visíveis" da predestinação.

O fracasso do governo é um sinal visível que o coiso é um enganador, falso profeta, sepulcro caiado, como queira chamar.

O papel de um governante diante de crises é oferecer soluções.
O que um candidato tenta é fazer parecer que tem soluções.

Bastante gente acha que as soluções são fornecidas por seres divinos se o governante tiver fé.
Ato contínuo, se as soluções não vêem, é porque fé não havia.

O que não consigo entender é a pessoa que se diz católica até o tutano dos ossos e não respeita e obedece o Papa.
Isso é um papismo muito seletivo.

Não é hora para uma disputa por hegemonia no campo de esquerda agressiva e destrutiva como a que está rolando entre Ciro e Lula.
Os dois estão errados de embarcar nessa.

Acho interessante que o tuíto só me recomenda gente aos blocos. Ou bloco de artista, ou bloco de cientista, ou bloco de otaku...
O bloco de hoje é dos ciristas.

0 - Se BoIsonaro cair que assume é o Mourão.
1 - Mourão defende reforma da previdência, cortes da educação e é um governante mais competente.
2 - O único caminho institucional para novas eleições é a chapa ser impugnada por caixa 2, laranjas, etc.
3 - O congresso não muda.

A solução da crise vai definir qual o próximo arco. Se é Presidente Militar II, a Missão, se é Eleição Extemporânea ou Ruptura Institucional.

Estou curioso com os próximos episódios da série.
Construíram a crise, mostraram que o governo é insustentável, e que a insatisfação chegou a várias classes, mas ainda está no suspense de não mostrar qual vai ser o desfecho.
Impugnação da chapa por Caixa 2? Impeachment? Renúncia?

Cochise César compartilhou

A manchete é horrenda @folha
Precisava ser algo como "Presidente ofende repórter da Folha para fugir de pergunta" que foi o que aconteceu.
Repercutir a declaração só dá a impressão que os editores estão do lado do agressor e não do jornal ou da jornalista
www1.folha.uol.com.br/cotidian

Fingir demência e receber os arrependidos de braços abertos ou tirar sarro sob o risco de eles se reagruparem em torno de uma farsa como o NOVO?

Dúvidas cruéis.

Escola particular só serve de pedágio para as federais no Brasil.
Se não tiver federal, vão fechar tudo.

O presidente reclama que aumentou o investimento na educação mas o país não melhorou no Pisa.
Melhorou.
A nota melhorou, mas ele está vendo só o ranking. Os outros também melhoraram.
O mundo não vai parar esperando o Brasil. Mas ele quer parar o Brasil para o mundo ultrapassar.

O governo desistir, admitir derrota, em vez de simplesmente tratorar o tema mostra que ele tem poucos cartuchos sobrando e precisa guardar para coisas mais importantes. Que prefere admitir uma derrota humilhante a sacrificar recursos em algo menor.

Mostra antes de mais nada que a própria "base de apoio" não está disposta a apoiar, nem em uma matéria banal. E que essa desagregação multiplica o poder da oposição, mesmo a oposição sendo minoritária e não tendo voto para derrubar a MP.

Não conseguiu fazer isso na matéria que mais se consideraria como segura.
A má relação com o legislativo chegou no ponto da da reforma ser usada como uma mensagem sobre a incapacidade de articulação do governo: "Você não consegue aprovar nem isso. Vai conseguir aprovar o que?".

Essa derrota tem a ver com mudanças radicais que a reforma tem, como as da Funai e COAF, que mobilizaram oposição, mas tem a ver principalmente com a incapacidade do governo de negociar com o legislativo.
O governo teria maioria, conseguiria passar por cima da oposição, mas...

Mas os poderes atuam como freios e contrapesos uns com os outros, e a aprovação automática em CNTP está virando certeza de que não vai passar.
Não é nem de longe uma derrota grande para o governo, mas é humilhante, exatamente porque é pequena. É o que se assumiria como garantido

Mudar a estrutura administrativa é de iniciativa do chefe do executivo. Deputado não pode fazer projeto de lei falando "cria um ministério", por exemplo. Essa prerrogativa costuma garantir que o legislativo aprove o que o executivo decidiu sem dar muita opinião.

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